quarta-feira, 22 de setembro de 2010

ELEMENTOS USADOS PELAS ENTIDADES CIGANAS

Queridos leitores,

Com base nos dados obtidos com a enquete, aqui exposta, sobre quais os elementos usados pelas entidades ciganas,
serão feitas postagens sobre cada um desses elementos e sugestões para estudos e aprofundamento.

Um abraço
Claudia.

sábado, 4 de setembro de 2010

Itália também quer expulsar ciganos

Começou em França, mas a polémica medida promete estender-se. Agora é a Itália que também quer expulsar os ciganos, não só no país, mas em toda a União Europeia.

O Governo italiano já pediu autorização à UE para expulsar os cidadãos de origem cigana cujo modo de vida seja considerado inadequado.

Foi o ministro do Interior, Roberto Maroni, quem o admitiu, numa entrevista ao «Corriere della Sera»: «Sim, queremos expulsões como as de imigrantes ilegais e não repatriamentos assistidos ou voluntários.»

O governante explicou que a medida seria válida apenas para os imigrantes comunitários que «violarem a directiva que estabelece os requisitos mínimos para aquelas pessoas que vivem noutro Estado-membro: renda mínima, residência adequada e não estar a cargo do sistema social do país que os acolhe».

Sobre as críticas de que tem sido alvo o governo francês, e que agora vão sendo alargadas ao executivo de Silvio Berlusconi, lamentou o «velho preconceito existente em certos âmbitos da esquerda, da Igreja e de associações».

Roberto Maroni assegurou que, no próximo dia 6 de Setembro, vai lançar a proposta no encontro de ministros do Interior da UE.

Quem não gostou de o ouvir foi a Conferência Episcopal italiana, que apelidou mesmo Maroni de «racista». «Limitar a circulação de pessoas é um risco que pode hipotecar fortemente a construção da Europa e é um risco que pode provocar políticas de imigração que façam renascer os nacionalismos», disse um porta-voz dos bispos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

MANIFESTAÇÃO EM LISBOA CONTRA A EXPULSÃO DE CIGANOS NA FRANÇA




Maria José Casa-Nova - investigadora da Universidade do Minho que há anos estuda os ciganos portugueses - não podia ficar de braços cruzados. Soube que, no próximo sábado, haverá em diversas cidades europeias manifestações contra a expulsão de ciganos romenos e búlgaros em França. E meteu mãos à obra para que o protesto se ouça também em Portugal.
Não foi por acaso que investigadores e activistas franceses agendaram a manifestação para 4 de Setembro. A 4 de Setembro de 1870, renascia a república em França, depois de duas experiências (de 1792 a 1804 e de 1848 a 1854).

Noutros países, organizações não governamentais tomaram a iniciativa. Aqui, Maria José Casa-Nova desatou a mandar e-mails a amigos, investigadores, activistas a convidá-los para se juntarem em frente à embaixada de França em Lisboa. Mandou mais de 150 e já não está sozinha - a União Romani Portuguesa e o sociólogo João Teixeira Lopes figuram como co-promotores do protesto já autorizado pelo Governo Civil.

"É uma manifestação pacífica", diz a autora de Etnografia e produção de conhecimento - reflexões críticas a partir de uma investigação com ciganos portugueses, livro lançado em Fevereiro. "O Governo francês sente legitimidade para fazer isto porque a maior parte da população não gosta de ciganos. Se não se fizer nada, isto generaliza-se, acontece noutros países", acrescenta.

A directiva da livre circulação oferece ao cidadão comunitário a hipótese de residir em qualquer país da União. Mas o direito a ficar mais de três meses está sujeito a algumas condições - tem de trabalhar por conta própria ou por conta de outrém ou de, pelo menos, ter meios de subsistência que não o convertam num fardo para a segurança social do país de acolhimento. Pode ser expulso se não satisfizer tal requisito ou se significar uma "genuína, presente e suficientemente séria ameaça [...] para a segurança pública".

Todo o esforço do governo francês lhe parece contestável do ponto de vista do respeito pelos direitos humanos. E inútil: se os países de origem não tratarem de integrar os roma, eles continuarão a sair; se os países de acolhimento também nada fizerem, continuarão a expulsá-los.

Por Ana Cristina Pereira
http://www.publico.pt/Sociedade/manifestacao-em-lisboa-contra-expulsao-de-ciganos-em-franca_1453989

domingo, 29 de agosto de 2010

Ciganos Arrumados Como Lixo

Acampamento Cigano em Bragrança Portugal
No Ano Europeu de Luta Contra a Pobreza e Exclusão, a degradação humana reflecte-se na história de três acampamentos ciganos às portas da cidade de Bragança. São dezenas de crianças pertencentes a numerosas famílias sem as mínimas condições de higiene e conforto.
Ratos, cobras, insectos e lagartos patrulham os vários quartos, traçando a roupa e infestando o ambiente, já por si contaminado. Sem água quente, casas de banho e, no acampamento do Bairro das Touças, nem mesmo um contentor do lixo nas proximidades.
É neste refúgio desolador, que nasceu no local da extinta lixeira, perto do cruzamento de Donai, que Eduarda Clarice vive há 20 anos. “Esta terra está suja e a bicharada é demais. Por causa da antiga lixeira é que a terra por baixo está toda infectada. Há lagartos, cobras, ratos. Às vezes, estão os garotos a dormir e acordam com aquelas bichas. Isto aqui é enfermidade!”, afirma, revoltada, esta mãe de 9 filhos.
Com perto de uma centena de ciganos, o acampamento está povoado, na sua maioria, por crianças. “Temos aqui um rebanho de filhos e para a escola e para o ciclo sabe Deus como é que eles vão porque no Inverno não é nada fácil. Isto é uma vergonha! Para os lavar e vestir sem casa de banho, sem água quente… Luz temos, mas a habilidade é nossa”, revela.
De acordo com Eduarda Clarice, a sua família, entre outras, inscreveu-se no Prohabita, programa de financiamento para acesso à habitação, ao passo que, há 10 anos, a Câmara Municipal de Bragança (CMB) prometeu retirá-los daqueles terrenos baldios e proporcionar-lhes uma vida mais condigna.
Aliás, a autarquia tinha em curso um projecto para realojar 26 famílias do concelho, mas os ciganos asseguram nada ter sido feito. O Jornal Nordeste procurou, por isso, obter uma reacção da autarquia face às queixas das famílias que vivem em acampamentos, mas sem sucesso, apesar dos vários contactos efectuados até à hora de fecho desta edição.
“Há 10 anos que estamos à espera disso... Só promessas! Somos ciganos e estamos arrumados como o lixo. A Câmara sabe bem a situação em que estamos e nunca cá vi ninguém. Eu só vejo é os ciganos enroscados nos lagartos e nas cobras”, relembra, angustiada. “E no último ano já deram, uma vez 12, outra vez 6 e outra vez 3 casas nos bairros sociais da Câmara, mas aos ciganos nunca deram nenhuma”, garante Eduarda.

“Prometem e não cumprem.
Isto é uma vergonha! Haviam
de botar os olhos aqui no povo”

Desmotivados e sem qualquer anseio ou vontade de falar, “fartos de promessas” e de pessoas que aparecem “de visita”, “cheias de boas intenções”... Foi assim com o patriarca do acampamento cigano, que se negou a prestar declarações. “Pedem-nos para falar, mas depois saem daqui e vão ao presidente da Câmara e nunca sai nada. Foi assim com outros, muitos, que já passaram por aqui. Até de Lisboa, da SIC e da TVI”, disse, enquanto virava costas para desaparecer no amontoado “de barracos”.
Celeste do Nascimento vive no acampamento da Avenida Abade de Baçal, perto da Escola Primária do Campo Redondo, com a sua família, num total de 15 pessoas. Nas suas queixas, também aponta o dedo à CMB, sempre por incumprimento de promessas.
“Já estou aqui há 20 anos. Há 10 que a Câmara me prometeu uma roullote para dormir eu e o mais novo e ainda nada. Recebo 230 euros da Segurança Social, desde que fui operada, só para a tensão gasto 160 euros em medicamentos. Tenho vezes em que não dá para comer”, lamenta.
Esta matriarca do acampamento da Avenida tem a cozinha numa carrinha e o seu quarto, bem como todos os seus pertences. Estão naquilo que resta de uma roulotte, onde dorme com o seu filho.
Quer Eduarda, quer Celeste, estão dispostas a pagar uma renda simbólica por uma habitação. “Eu não me importava de pagar uma renda dentro das minhas posses, pagar a água, a luz e ter as minhas condições como têm os demais... Não é aqui no barraco que nem a gente dorme com o medo às cobras e aos bichos. Vai a gente a vestir a roupa e está toda roída dos ratos. Isto aqui é uma miséria!”, protesta Eduarda. Apesar de receber 500 euros da Segurança Social, assevera não ser suficiente: “Que é isso? Tenho 9 filhos e nós aqui compramos tudo, do sal à água”, defende, com palavras que encontram eco nos habitantes do acampamento do Bairro dos Formarigos, bem perto da escola do 1.º ciclo…
http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=327&id=14446&idSeccao=2941&Action=noticia

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ciganos: fundos para integração são mal aplicados



O director executivo da Pastoral dos Ciganos sustentou que, apesar do dinheiro investido na Europa na integração da comunidade cigana, há «poucos avanços» porque os fundos são mal aplicados pelos Governos, que não ouvem os ciganos.

«O progresso das populações ciganas na Europa face ao investimento que tem sido feito é realmente muito pouco. Tem de se ter uma atenção muito particular à maneira como esses dinheiros são aplicados», disse à Lusa Francisco Monteiro.

Ciganos são alvo de discriminação, alerta a Amnistia Internacional

«As populações ciganas continuam na sua miséria, na sua pobreza, na sua marginalidade», declarou, acrescentando que «os dirigentes da União Europeia não aplicam correctamente os dinheiros, não ouvem as pessoas que devem ouvir: os ciganos, que já têm líderes suficientes a nível europeu para poderem ter uma palavra».

«Os fundos europeus não chegam às bases e não são adaptados às bases culturais dos ciganos. Vão parar não se sabe onde e não têm em consideração os próprios projectos dos ciganos, que querem desenvolver projectos da base para cima e não são financiados», referiu.

No Dia Internacional dos Ciganos, assinalado esta quinta-feira, a União Europeia discute os problemas de integração da comunidade numa cimeira em Córdova, em Espanha, enquanto em Lisboa se realiza um Fórum Ibérico na Fundação Calouste Gulbenkian.

«Os problemas de exclusão não estão a ser resolvidos, a começar na habitação, a continuar na educação, depois a própria formação e o emprego, de que estão excluídos», enumerou Francisco Monteiro.

No mês passado, o comissário dos Direitos Humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg, alertou o Governo português para as condições de alojamento dos ciganos, reclamando medidas e realçando com «preocupação» a discriminação de que são alvo.

«O problema da habitação é o primeiro ponto de qualquer inclusão dos ciganos, como já foi cá em Portugal, apesar de neste momento estar infelizmente bastante parado esse ponto do realojamento», comentou.

De acordo com o director executivo da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, estes são «a maior minoria da Europa». Contra a integração está também o «problema das mentalidades, que são mais difíceis de mudar».

«Há preconceitos, discriminações, que existem na Europa de Leste mas que também temos cá e que são gritantes, terríveis. As leis são feitas para atacar esses problemas mas não são implementadas suficientemente», concluiu Francisco Monteiro.

http://diario.iol.pt/sociedade/ciganos-discriminacao-amnistia-internacional-tvi24/1152956-4071.html

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ciganos são a minoria menos amada em Portugal



Os ciganos constituem «a minoria menos amada em Portugal», apesar de estarem no país «há mais de 500 anos», afirma António Pinto Nunes, presidente da Federação Calhim Portuguesa e da Associação Cristã de Apoio à Juventude Cigana.

A propósito do Dia Internacional do Cigano, que se assinala esta quinta-feira, o responsável considerou em declarações à agência Lusa que «os maiores problemas da comunidade continuam a ser os de relacionamento».

«Muitas vezes o cigano não é bem aceite. Por culpa da pessoa ou da comunidade, ele continua a ser excluído», declarou António Pinto Nunes, adiantando que «a comunidade cigana é fechada também como meio de auto-defesa».

«Nós sabemos que somos a minoria menos amada em Portugal. Temos amigos que são de cor, conversamos com pessoas dos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa], e apercebemo-nos de que, para o povo português, somos os últimos na escala. Estamos aqui há mais de 500 anos mas 90 por cento das pessoas não nos considera portugueses», lamentou.

Segundo o presidente da Federação Calhim Portuguesa [«calhim» significa «cigana» em romani, língua falada pela etnia], «qualquer estrangeiro que venha para Portugal conta com uma receptividade totalmente diferente, mesmo que não seja melhor do que os ciganos, pois entre eles também existirão boas e más pessoas, como entre nós».

«Logo ao início, os pais ensinam os filhos a temer e a desprezar os ciganos. Somos uns intrujas, na sua concepção, o que é lamentável», afirmou António Pinto Nunes, exemplificando que «basta ver num dicionário os significados de cigano, que ainda não foram apagados: vagabundo, ladrão, ladino».

Para comprovar a discriminação, o responsável apontou o caso «do Rendimento Social de Inserção e de outros proventos que vêm do Governo».

«O povo diz que só os ciganos é que os auferem, mas a percentagem de ciganos a receber esses subsídios é mínima. Todavia, quando se fala em restringir ou acabar com esses apoios, os holofotes viram-se logo para os ciganos», assegurou.

De acordo com António Pinto Nunes, a ideia de que os ciganos são geralmente vendedores ambulantes dedicados à contrafacção também tem cada vez menos fundamento.

«Um cigano, se há-de estar na rua a vender uma porcaria falsificada, agora recorre a um mercado. E há pessoas a trabalhar noutros serviços. Só que muitas vezes não nos apercebemos porque eles não podem denunciar a sua pertença à etnia cigana. Se um patrão ou os colegas souberem, vão excluí-los desse tipo de trabalho», afirmou.

Também a presidir à Associação Cristã de Apoio à Juventude Cigana, Pinto Nunes considera que «o Evangelho tem redimido, transformado a maneira de ser e de viver, de auferir proventos, de muitos elementos da comunidade».

«Muitas vezes os ciganos andavam armados, mas 50 por cento deles deixaram de usar uma arma para usar uma Bíblia», garantiu.

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Ciganos são alvo de discriminação, alerta a Amnistia Internacional

Os ciganos em Portugal continuam a ser marginalizados nos serviços públicos e a viver sem uma habitação condigna ou acesso a um emprego. Para além disso, a comunidade participa pouco na identificação e resolução dos seus problemas perante uma sociedade que não lhes dá voz e os discrimina.

O alerta é deixado pela secção portuguesa da Amnistia Internacional no dia em que a organização não governamental de defesa dos direitos humanos apela à União Europeia e aos seus Estados-membros para que «tomem iniciativas concretas para acabar com o ciclo de discriminação, exclusão e pobreza da etnia cigana».

O apelo surge na véspera da II Cimeira Europeia para a Inclusão do Povo Cigano, que se realiza na cidade espanhola de Córdova, e na sequência de um relatório da organização que denuncia os «desalojamentos forçados» e a «dificuldade de acesso à habitação» de ciganos na Bulgária, na Grécia, na Itália, na Roménia e na Sérvia.

Em declarações à Lusa, a presidente da secção portuguesa da Amnistia Internacional, Lucília José Justino, apontou que a comunidade cigana em Portugal continua a ter dificuldades em aceder a serviços públicos, nomeadamente de saúde, a necessitar de uma habitação condigna e possui pouca
escolaridade e escassas oportunidades de emprego.

Segundo Lucília José Justino, Portugal «não tem ainda abertura» para dar emprego a um cigano, que, por isso, «não tem interesse em estudar».

A secção portuguesa da Amnistia Internacional estima que existam no país 30 a 50 mil ciganos.

Há cerca de um mês, o comissário dos Direitos Humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg, alertara o Governo português para as condições de alojamento «deploráveis» dos ciganos, reclamando medidas e realçando com «preocupação» a discriminação de que são alvos.

http://diario.iol.pt/sociedade/ciganos-discriminacao-etnia-tvi24/1172616-4071.html

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Política anti-imigratória de Sarkozy é alvo de críticas até em seu partido



Campanha contra etnias sinto e rom do presidente francês já deportou 700 pessoas para a Romênia e Bulgária. Para os críticos, política anti-imigratória de Sarkozy demonstra preocupação com eleições presidenciais de 2012.

Há algumas semanas, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, iniciou campanha contra grupos ciganos na França: Sarkozy deu início ao fechamento de acampamentos ilegais e expulsou do país vários estrangeiros pertencentes às etnias sinto e rom. O esforço de Nicolas Sarkozy para expulsar os ciganos da França provoca agora reação até de correligionários do presidente conservador.

"Essa política é um escândalo", rebateu nesta segunda-feira (16/08) François Goulard, membro da União por um Movimento Popular (UMP). Para Goulard, o governo faz os franceses de "palhaços" com essa medida, porque o problema de segurança no país "não tem a nada a ver com alguns grupos de sinto e rom."

No último domingo, membros dessas etnias fecharam uma rodovia importante próxima a Bordeaux em protesto contra a expulsão de centenas de ciganos. A interrupção do tráfego durou cinco horas e provocou congestionamento em ambos os sentidos da estrada.

Os manifestantes haviam sido expulsos na manhã de domingo de um acampamento na cidade de Anglet, no sul da França, e foram proibidos pelas autoridades de se instalarem numa área de exposições próxima a Bordeaux.

Mais críticas

O político europeu verde Daniel Cohn-Bendit também criticou a medida adotada por Sarkozy. Em entrevista ao jornal Le Monde, o político disse que a conduta do presidente francês pode levar à exclusão e que seria "uma medida populista a custo das minorias."

Já o partido ultraconservador francês Frente Nacional afirma que a campanha contra os sintos e rom faz parte da manobra política de Sarkozy para angariar mais votos nas eleições presidenciais de 2012. Bruno Gollnisch, presidente do partido, critica o presidente francês por tentar desviar a atenção da população dos verdadeiros escândalos políticos do país.

Apesar de a política anti-imigratória de Sarkozy ser alvo de severas criticas, pesquisas de opinião mostram que a maioria dos eleitores franceses aprova as medidas.

As etnias na França

Originários do Leste Europeu, cerca de 15 mil membros das etnias sinto e rom vivem atualmente na França. Alguns moram em acampamentos autorizados, outros ocupam áreas ilegais ou construções abandonadas.

Em julho último, cerca de 700 ciganos foram deportados da França para a Romênia e Bulgária. Segundo os planos anunciados por Nicolas Sarkozy e reiterados pelo ministro francês do Interior, Brice Hortefeux, 300 assentamentos ilegais serão fechados nos próximos três meses.

Além das expulsões e da destruição dos acampamentos, Hortefeux também encarregou alguns agentes fiscais de inspecionar os proprietários das caravanas que, segundo o ministro, "são puxadas por alguns carros muito potentes".

Membros da etnia rom originários da Romênia e Bulgária são considerados cidadãos europeus e, portanto, têm o direito de viajar livremente pela União Europeia. No entanto, em caso de crime, a lei permite que eles sejam deportados.

NP/dpa/afp
Revisão: Carlos Albuquerque
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5915008,00.html

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