terça-feira, 18 de outubro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
TERMOS CIGANOS
• Nais tuke - obrigada
• gestena - obrigada
• Me Volis Tu - Eu te amo
• Kamav tu - Te amo
• murri shukar - minha linda
• tchumidau thio ilo - beijo no seu coração
• morro volá - meu amor
• O Manusha Khevelan tut! -O povo te faz dançar
• Bartai Sastimos - boa sorte e boa saúde
• Devlessa Araklam Tume ! - (É com Deus que te encontro!)
• Thie Aves Thiatlô Lom, Manrô Tai Sunkai!
• Que você seja abençoado com o sal, com o pão e com o ouro!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Os ciganos e o Nazismo
O extermínio dos ciganos pelos nazistas é um drama pouco reconhecido e a consciência europeia não pode esquecer de tal dor, afirmou o Papa Bento XVI, ao receber neste sábado, no Vaticano, 2.000 ciganos de toda a Europa.
"A consciência europeia não pode esquecer tal dor. Que nunca mais seu povo sofra vexames, rejeição e desprezo!", exclamou o Papa no transcurso da histórica visita.
"Milhares de mulheres, homens e crianças foram exterminados de maneira bárbara nos campos de concentração", recordou Bento XVI ao receber o grupo de ciganos no Salão Paulo VI do Vaticano.
"Seus filhos têm direito a uma vida melhor", afirmou o Papa, que incentivou os ciganos a colaborar com a Europa.
"A consciência europeia não pode esquecer tal dor. Que nunca mais seu povo sofra vexames, rejeição e desprezo!", exclamou o Papa no transcurso da histórica visita.
"Milhares de mulheres, homens e crianças foram exterminados de maneira bárbara nos campos de concentração", recordou Bento XVI ao receber o grupo de ciganos no Salão Paulo VI do Vaticano.
"Seus filhos têm direito a uma vida melhor", afirmou o Papa, que incentivou os ciganos a colaborar com a Europa.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Estudo do baralho cigano: o arquétipo da serpente
Por Claudia Baibich
O que você sente quando pensa em uma serpente?
A maioria absoluta irá sentir medo ou repulsa.
Muitos são os animais que oferecem riscos de morte, mas por que a serpente nos causa tamanha aflição?
Essa angústia poderia ser entendida como uma reação arcaica, ancestral e incosnsciente.
Mas creio que sua associação com sexualidade e traição, seja o motivo dessa rejeição absoluta a esse animal
O que você sente quando pensa em uma serpente?
A maioria absoluta irá sentir medo ou repulsa.
Muitos são os animais que oferecem riscos de morte, mas por que a serpente nos causa tamanha aflição?
Essa angústia poderia ser entendida como uma reação arcaica, ancestral e incosnsciente.
Mas creio que sua associação com sexualidade e traição, seja o motivo dessa rejeição absoluta a esse animal
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Ciganos são heterogéneos e diferenciam-se entre si
Com maior ou menor intensidade, os ciganos continuam a ser vítimas de preconceitos e a ser estigmatizados pelos não ciganos, um pouco por todo o lado, dando-se assim azo a um afastamento e falta de interacção. Contudo, esta realidade também existe dentro da própria comunidade cigana, que é “muito heterógenea”, sendo que há grupos que se diferenciam entre si e negam a autenticidade da identidade cigana a outros.
Este cenário foi registado por Lurdes Nicolau, doutoranda da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que nos últimos cinco anos investigou a vida de pessoas de etnia cigana, nomeadamente no concelho de Bragança. Neste estudo, a também professora de ensino básico propôs-se “a conhecer o grupo étnico cigano que maioritariamente se encontra em Trás-os-Montes e compreender a interacção que o mesmo estabeleceu com a população maioritária, tanto no meio local -urbano e rural -, como no que concerne à instituição escola”.
Em declarações ao «Ciência Hoje», Lurdes Nicolau explicou que este estudo surgiu depois de ter constatado que “os ciganos de Pamplona [onde deu aulas a crianças desta etnia] eram diferentes dos que conhecia em Trás-os-Montes”. Ao investigar sobre o assunto, deparou-se com “a inexistência de bibliografia científica acerca dos ciganos desta região portuguesa”, pelo que decidiu “inteirar-se da situação e perceber qual a situação do nordeste transmontano”.
Lurdes Nicolau
Esta foi também uma forma que a aluna da UTAD encontrou para “’desomogeneizar’ os ciganos de Portugal”, na medida em que eles são diferentes entre si. “Não vamos generalizar. Devemos tratá-los como indivíduos e não como um só grupo”, alertou. “Temos preconceitos e criamos estereótipos. Também os tinha quando comecei a contactar com eles, mas há de tudo. Se os excluirmos, cada vez ficam mais excluídos, pelo que é preciso desmontar preconceitos acerca deles”, disse ainda.
Gitanos e Chabotos
Esta investigação permitiu verificar que, em Trás-os-Montes, há dois grupos que se auto-diferenciam entre si, através de aspectos culturais, religiosos, económicos, físicos, morais e linguísticos. Trata-se dos Gitanos, grupo maioritário e que corresponde aos feirantes, e dos Chabotos, que outrora eram “’ambulantes’”. São estas as denominações que cada um dos grupos atribui ao outro, sendo que ambos se auto-denominam ciganos.
De acordo com Lurdes Nicolau, nenhum deles reconhece o outro como cigano, não havendo assim qualquer tipo de interacção. “Pelo contrário, as fronteiras estão bem demarcadas, de forma que locais frequentados por uns são evitados pelos outros”, reforçou. Além disso, atribuem características distintas aos demais.
“Os Gitanos são muito agressivos, de acordo com os Chabotos. Já estes são muito sujos, de acordo com os primeiros”, exemplificou.
“Os Gitanos são muito agressivos, de acordo com os Chabotos. Já estes são muito sujos, de acordo com os primeiros”, exemplificou.
Nesta zona transmontana também foi identificado outro grupo de ascendência cigana: os caldeireiros. “Devido à falta de elementos no seio do próprio grupo, casaram com aldeanas e, na actualidade, perderam ou omitem os elos com os seus ancestrais. Também eles eram ‘ambulantes’ e desenvolveram um dialecto que denominam ‘latim’ e, segundo os mesmos, difere do que falam os Chabotos e os Gitanos”, explicou a investigadora.
Do meio urbano ao rural
Os ciganos que hoje vivem nos meios urbano e rural eram, até há 30 anos, do mesmo grupo. Segundo a professora, “quando começaram a sedentarizar-se é que se separaram”, vivendo agora em realidades distintas.
Aqueles que vivem nos três bairros urbanos estudados, enfrentam “condições de extrema pobreza” e “vivem isolados nos bairros, sem relações inter-culturais e sociais”. Contudo, Lurdes Nicolau sublinhou que esta realidade não deve ser generalizada e corresponde apenas ao foco do seu estudo, podendo por isso haver outros ciganos do meio urbano que vivem noutros moldes. “Há alguns com boas condições, não vamos tipificar”, sendo que ela própria é conhecedora de exemplos disso.
Nas aldeias, as condições sócio-económicas são também precárias, mas “algumas casas são razoáveis”. No entanto, alguns ciganos estão bem integrados.
afirmou, sublinhando que noutras localidades já eram excluídos, pelo que ciganos e não ciganos tinham o seu próprio espaço, “não se misturando”.
afirmou, sublinhando que noutras localidades já eram excluídos, pelo que ciganos e não ciganos tinham o seu próprio espaço, “não se misturando”.
“Numa das aldeias, dos nove agregados estudados, seis eram mistos, o que é sinal de interacção e integração”,
Quanto à escola, Lurdes Nicolau constatou “o que se verifica ao nível nacional e internacional”, disse, explicando que “no ensino básico há uma grande concentração de alunos de etnia cigana, mas a partir daí os números baixam, dados o abandono escolar e o absentismo muito altos”. Para demonstrar a discrepância relativamente à restante população, a investigadora referiu que, em Bragança, o insucesso escolar dos alunos ciganos está estimado em 45 por cento, enquanto a taxa para os restantes alunos é de 1,7 por cento.
Por Carla Sofia Flores
quinta-feira, 30 de junho de 2011
CIGANOS FAMOSOS
Artistas
França
Micaela Amaya Flores "La Chunga" (Marselha, 1938)
Apesar de "La Chunga" é conhecido mundialmente como um dançarino de Flamenco (Flamenco e os artistas não estão incluídos nesta página), sua menção aqui é como um pintor romani. Grown-up, em Barcelona, foi primeira bailarina talentosa desde a infância, e depois ela começou a pintar por inspiração espontânea. Seu "brilhante" estilo naïf foi elogiado por Picasso, que disse sobre ela: "Como pode ser possível que uma garota Gipsy sem estudos expressa como uma sensibilidade e cores em seus quadros ...". Ela também contou como atriz de cinema. Ela foi agraciada com a Medalha de Ouro do Círculo de Belas Artes de Madrid, e outros prêmios.
França
Micaela Amaya Flores "La Chunga" (Marselha, 1938)
Apesar de "La Chunga" é conhecido mundialmente como um dançarino de Flamenco (Flamenco e os artistas não estão incluídos nesta página), sua menção aqui é como um pintor romani. Grown-up, em Barcelona, foi primeira bailarina talentosa desde a infância, e depois ela começou a pintar por inspiração espontânea. Seu "brilhante" estilo naïf foi elogiado por Picasso, que disse sobre ela: "Como pode ser possível que uma garota Gipsy sem estudos expressa como uma sensibilidade e cores em seus quadros ...". Ela também contou como atriz de cinema. Ela foi agraciada com a Medalha de Ouro do Círculo de Belas Artes de Madrid, e outros prêmios.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Ciganos: Igreja lamenta exclusão
Lisboa, 23 jun 2011 (Ecclesia) – O diretor executivo da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), Francisco Monteiro, defendeu que a União Europeia (UE) “não pode viver com a sua maior minoria, os ciganos, no estado de pobreza, miséria e exclusão”.
Em declarações à Agência ECCLESIA, a propósito do Dia Internacional do Cigano, que se assinala esta sexta-feira, o responsável da Igreja Católica saudou o recente projeto da Comissão Europeia para estas comunidades.
No documento, apresentado na Bulgária nesta terça-feira, pede-se aos governos europeus que apresentem até ao final do ano estratégias nacionais destinadas às comunidades ciganas para a "educação, emprego, saúde e habitação".
Para o diretor executivo da ONPC “é preciso alterar as mentalidades, incluindo as mentalidades dos ciganos”.
Segundo Francisco Monteiro, os progressos “não têm sido suficientes” e o “dinheiro investido não tem alterado a forma de viver dos ciganos: habitação, educação e emprego”.
Olhando para a realidade atual, este responsável considera que a “extrema-direita” e “as novas elites dos antigos países comunistas” causam dificuldades à inclusão dos ciganos e “tentam excluí-los”.
Em Portugal, um dos maiores problemas desta etnia é a habitação porque “muitas câmaras municipais não fazem nada para realojar os ciganos”, lamenta.
Segundo Francisco Monteiro, das “300 e tal mil pessoas que recebem o rendimento mínimo”, da etnia cigana “não são mais de 50 mil” que o recebem.
Quando se fala nos números, “existem muitos balões de racismo e discriminação” que “prejudicam, enormemente, os ciganos”, denuncia.
Com a constituição de um novo governo, o dirigente da ONPC espera que haja “uma alteração no panorama anticigano”.
A 11 de junho, Bento XVI recebeu uma delegação europeia de diversas etnias ciganas e Rom, onde estava incluído um grupo de portugueses.
Francisco Monteiro recorda que o Papa enfatizou uma “tendência de anticiganismo que existe na Europa”.
LFS
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=86263
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